Há muito tempo, sim, que não te escrevo.
Perdidos, esquecido em baús os sonhos, as crenças e fantasias de criança.
Há muito tempo, sim, que não mais adormeço na ânsia de uma nova manhã.
Envelheci. Segunda, terça, …, sábado, domingo.
Segunda, terça, quarta, …a vida gira e volta e torna a girar…
Nestas voltas e reviravoltas, deixei de ver-te, perdi – te.
Hoje, apenas te vislumbro vagamente em azul manhã, em dia incerto.
Agora, és, somente, negativo esquecido, foto nunca revelada,
do futuro que um dia tive.
Sameiro Ramos
quinta-feira, 20 de maio de 2010
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