Somos cândidos filhos da Nação
Legítimos, eleitos por bons cidadãos
Tão útil é a nossa missão
Imprescindível à corrupção
Andrajosamente trajados
Hugo Boss, Armani ou Channel fiados
E enfiados em Porsches e Lexus
Percorremos árduos caminhos gemendo e chorando…
Noutro vale de lágrimas, no cumprimento
Patriótico de tão nobre missão!
Às armas… Às armas… Em leitos secretos e conjurados
Venham a nós Heróis e Musas, para tão sublime serviço recompensar.
Lá fora o sol brilha
Entre sombras da memória
O vento sopra rumores de conjuras ilusórias
Nossas vidas rumorejadas nos medias
Vemo-las constantemente escrutinadas…
Querendo - nos à força martirizar,
Contra esses «Már(io)s», Marchar… Marchar!
António Azevedo, Cristina Ferandes, Gracinda Amaro, Sameiro Ramos
quinta-feira, 20 de maio de 2010
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